sexta-feira, 13 de maio de 2011

don't know where I am

O meu peito está vazio. O fôlego engolido pelo turbilhão enviado pelo destino. O palpitar não está em transe... Apenas ficou perdido entre as passagens de vida para vida. Não sinto grande coisa. Ouço um zumbido na orelha direita, inquietante e descontrolado; mas a orelha direita está num silêncio profundo. O resto do meu corpo está numa espécie de dormência. Tento abrir os olhos, mas é como se eles já não existissem. Tento esticar uma perna, mas parece até que ma amputaram. Já não sou eu. Tento trabalhar o cérebro e descobrir onde estive pela última vez, porque me sinto assim, de onde vêem todas as interrogações, mas nem do meu nome me lembro! Existe apenas um nada que na realidade é tudo que me envolve neste momento: medo do que é isto.
Não sei em que estado me encontro, nem sequer se o que estou a viver é verdadeiro ou um mero sonho. Mas nem sequer respiro. A única coisa que faço perfeitamente é raciocinar. Só que isso não me serve de nada
quando nada acontece!
Não aprendi a fazer ginástica ao órgão pensador para poder fazer magia. Só espero que isto...

Os meus olhos abrem-se sem eu fazer qualquer esforço. Os dois ouvidos já funcionam. Ouço um som de uma voz angelical, mas não vejo ninguém. O cenário é um imenso branco que não me desaparece dos olhos. Não acredito que isto seja o Céu,
mas não há saída.

6 comentários:

  1. que profundo f. e a imagem combina mesmo bem. <3

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  2. já tinha saudades de (te) vir ler, minha linda.

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  3. Sempre profundo e sempre textos tão sentidos. Gosto imenso de vir aqui querida. Continua. *

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