terça-feira, 10 de novembro de 2009

cavaleiro andante


Porque foges de mim? A porta do meu abrigo ainda está entreaberta para ti, à espera de ouvir os teus passos pesados e tristes de cavaleiro que acaba de chegar de uma derrota. Quando abrires a porta saberás que continuo sentada no sofá à tua espera, e que quando te vir sorrirei – pois apenas consigo sorrir quando olho para ti. A espera pelo teu regresso foi longa, mas não significará nada quando voltares ao meu abrigo e devolveres-me o meu coração, que te ofereci na tua partida para te sentires protegido, para estares perto de mim. Mas agora habituaste-te à sua presença e não mo queres devolver. Além de triste, és um cavaleiro salteador, pois para ti o meu coração foi o teu mais fácil assalto, não foi? Dei-to de bandeja. A minha ingenuidade foi tua cúmplice. Mas ela voltou para se redimir. Porque não voltas também? Ao meu lado no sofá ainda está o teu lugar vazio, à espera que o venhas ocupar nas noites frias e chuvosas, em que me sinto só, e que sinto a tua falta. Sento-me sempre ao lado do teu lugar, uma das únicas marcas que deixaste foi aquela grande mancha de café mesmo onde te sentas. És um grande desastrado, sabias? Mas eu gosto de ti assim, dessa tua forma de ser. E por isso mesmo é que te quero aqui, ao meu lado! Volta depressa.

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