domingo, 3 de julho de 2011

Do you ever feel emptiness?

Uma neblina intensa ofusca-me a vista. A chuva lava-me o rosto enquanto que o seu som abafa os meus gritos no meio da rua abandonada. A alvorada aproxima-se, e eu ainda não mexi um único músculo desde que me deixaste aqui, sozinha, entregue à minha guerra de espíritos e à espera que a tempestade no meu interior amaine. Não sei se estou aqui há muito ou pouco tempo, porque para mim tudo parou. O tempo não me diz nada, e as únicas sensações que se prezam no meu ente são a dor e a agonia de teres arranco tu próprio de mim.
Disseste que já não fazia sentido estares ao meu lado sem me dares sequer explicações.
Antes, deixavas-me completa de ti e do que me fazias sentir quando a tua morada era a minha morada; agora, que te foste embora, tudo em mim é vazio e solidão. Aposto que agora andas a correr à chuva, sem destino, à procura de outra pessoa para ser o teu lar. Mas será alguém digno da tua presença no seu coração?
Antes o meu nome do meio era Alguém, mas depois desta noite, desta noite em que me disseste adeus e não me confirmaste se voltavas ou não para mim, que me apunhalaste no lado esquerdo do peito e me deste um pontapé na alma, esse meu nome foi substituído por Ninguém. E como consequência disso, já nem sequer sei quem sou. Limito-me a ficar sentada neste banco, à espera que a minha fonte de sofrimento cesse, e com esperanças de que tu voltes, minha antiga felicidade. O vazio é um companheiro chato e deixa-me sem rumo.

15 comentários:

  1. estou aqui, sempre. basta acenares e aqui me tens, pronta para ti. <3
    love you sister.

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  2. és uma princesa! olha que delicia de texto, adoro* força <3

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  3. Tão fofinha! *.* Muito obrigada, de coração! ♥

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  4. não há-de não, até porque já a rasguei. como podes ver, já foi escrita há algum tempo.. enfim. amo-te gé, SEMPRE!

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