quarta-feira, 2 de setembro de 2009

(?)


Sentei-me na berma da janela e olhei o mar. A maré aproximava-se e a areia estava quase toda tapada pelo deus marítimo. Senti-me só mas na realidade não estava sozinha, o mar e os pássaros eram a minha grande companhia naquele momento. A brisa fazia com que o meu cabelo voasse e o cheiro fazia-me sentir pura e feliz. Embora não houvessem pessoas nas redondezas eu sabia que não demorava até ouvir passos e conversas de vizinhos. A rotina recomeça cada dia, e já era muito tarde para eu conseguir ouvir alguém. Não queria sair dali até um novo dia recomeçar, pois eu só tinha um motivo nos meus pensamentos e o dia seguinte seria a mesma coisa. O motivo eras realmente tu, quero-te aqui comigo e não te posso ter. Imaginava-me a chorar por não te ter e ao fundo da rua ver o teu lindo sorriso, os teus olhos perfeitos, a tua silhueta espantosa e a tua voz que eu reconheceria a kilómetros de distância. Via-te correr para mim e abraçar-me, dar-me beijos nas partes da minha face que estavam percorridas de lágrimas e dizeres-me que nunca me deixarias sozinha nem abandonada no meio da estrada. Escreveria mil e uma história sobre a nossa história, escreveria os meus pensamentos aperfeiçoando a realidade para pensares que realmente tudo era perfeito, faria tudo por ti, apenas para te voltar a ter aqui. Quero voltar a tocar-te no cabelo e delinear a tua face. Quero tanto tudo de volta…
À umas noites atrás sonhei contigo, toda a noite, desde que adormeci até acordar de manhã cedo. De manhã sentia-me aterdoada pelo que vi, pelo que senti mesmo estando a dormir. Era tudo perfeito, tal como eu gostaria que continuasse a ser, neste presente que agora está numa linha recta. Ontem vi uma pessoa com o seu irmão ao colo, a abraçá-lo e acarinhá-lo como se fosse a sua vida, e como se nunca se fosse separar dele. Gostava de poder ter alguém assim a meu lado, ter um caso ternurento e com vida. Ter a perfeição de mãos dadas às minhas.
Fiquei com alguém na cabeça que me relembrava de ti, vi-o algumas vezes e havia tempos em que não me saia da cabeça, em que não queria deixar o meu pensamento, mas eram apenas visões, não podiam ser tornadas realidades porque a pouca distância que existia entre nós não era possível para estabelecer uma relação, estava perto mas estava também muito longe. Sabia que já me tinha visto e reparado em mim, mas não sabia se teria tido a mesma sensação que eu pois pode não ter passado o mesmo que passei contigo com uma pessoa que eu lhe fazia lembrar. São tudo coisas da minha cabeça, tudo sonhos, apenas isso. Agora sei que nunca mais o vou ver, mas também sei que agora já não te amo como te amava. As coisas têm sempre a sua altura de mudar, têm sempre os seus ventos que levam o que passou, vendavais e em seguida sol, muito sol, para dar as boas-vindas a novos sentimentos.
Deixei cair as minhas armas, mas a batalha está quase vencida pois os meus soldados ainda não desistiram.

8 comentários:

  1. vais comentar o hi5 dele para quê? O.O
    se calhar é melhor que ele não leia :|

    ResponderEliminar
  2. não sei o que fazer, sinceramente :s
    obrigada anjinho, amo-te

    ResponderEliminar
  3. opá, os teus textos é que são mesmo lindos.. quem me dera ter esse teu jeito para a escritura :p
    - agradeço imenso todo o apoio que me tens dado, asério (L) adoro-te fáb.

    ResponderEliminar